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A Oblatura Beneditina

"Se quereis ter, na vida e na morte, um poderoso protetor, escolhei por guia e modelo o grande Patriarca dos monges, o sábio regenerador dos costumes, o invencível contra o qual nada pode o espírito das trevas. Porém, se quereis a sua proteção, procurai antes de tudo merecê-la, imitando as suas virtudes, especialmente o seu amor à pureza e a sua fidelidade em cumprir com exatidão os mandamentos da Lei de Deus e da Igreja."

Manual do Devoto de São Bento

Chamam-se de "oblatos" aqueles que desejam servir à Ordem de São Bento de uma maneira mais perfeita, mais arraigada às Santas Regras de sua congregação, servindo assim tão mais perfeitamente a Deus justamente pelo fim último da Regra ser o de elevar as almas ao Criador.

Assim como no passado desenvolveu-se no seio da Igreja ordens militantes de cavaleiros e, em menor grau, as ordens terceiras, o espírito que as dominava era o de levar ao mundo secular o modo de viver antes restrito aos claustros. A gloriosa atuação das principais ordens católicas em todo o mundo despertou este interesse de pais de famílias, mães de famílias, idosos, inúmeros jovens, em, dentro do seu estado, desempenhar um papel militante da defesa dos princípios das ordens católicas. Atentas aos instantes pedidos de seus filhos, as congregações, das quais a de São Bento, cedo ratificaram este cordial apelo dos seculares, trazendo regras e formas de praticar a vida monástica fora dos claustros.

Os manuais de oblatura (veja em nossa livraria exemplares destes livros) geralmente são um perfeito guia de como se consagrar a Nosso Senhor pelo trabalho e oração em seu estado, descrevendo, dentre outras coisas como deve ser a preparação para a recepção da oblatura, como o candidato deve se dirigir ao prior do Mosteiro, as orações principais do oblato e as boas obras que deve realizar, os exercícios de piedade principais para um servo de São Bento. A oblatura, em si, não obriga sob pena de pecado a nenhum dever, mas nos faz conhecer como é agradável a Deus a sua doce servidão, assim como o é a Escravidão à Santíssima Virgem pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Os oblatos recebem significativas graças quando de sua profissão perpétua (precisamente, todas as graças da Ordem de São Bento) e recebem também um nome que lhe qualifique a missão dada por Deus, escolhido pelo Prior. Anônimos, assim também como os monges, não prestam menor serviço à Igreja: rezam, oferecem seus sacrifícios e ajudam de forma temporal e espiritual na propagação do Santo Evangelho mediante a oferta de sua própria vida, sendo oblato. As condições mínimas requeridas para se tornar um oblato são: ser batizado, viver honradamente seu Estado e gozar de boa fama pública.

Para quem desejar participar desta elite de servos seculares, presencialmente deve entrar em contato com o Mosteiro da Santa Cruz e solicitar seu ingresso, que será apreciado pelo Prior para ter o devido aceite. Logo após, o candidato passará pelo noviciado (um período curto de tempo de provação) e pela profissão perpétua (dada após o Prior observar a predisposição do candidato para tal).